16 de março de 2017

Use a tecnologia a favor e não contra a criança

Exibindo Anna Lívia.jpg

O uso de tecnologia por crianças tem gerado muitas dúvidas entre os pais. Os riscos que os aparelhos tecnológicos representam é a maior preocupação de quem tem filho pequeno. Mas, afinal, a tecnologia ajuda ou prejudicial ao desenvolvimento das crianças?

A psicóloga Anna Lívia Soares, do Hapvida Saúde, destaca que, se utilizada de maneira correta, em casa e na escola, a tecnologia pode oferecer, por exemplo, benefícios cognitivos e sociais para as crianças, pois amplia as capacidades visuais e espaciais, além de aumentar a atenção, os tempos de reação e a habilidade de identificar detalhes em imagens. “Os aplicativos usados em casa, por exemplo, são benéficos por contarem com grande oferta de conteúdo educacional e permitirem que os pais não só acompanhem a experiência de aprendizagem, mas interajam com as atividades ao lado de seus filhos”, ressalta.

Um ponto importante é encontrar aplicativos que sejam apropriados para cada idade, de forma que as crianças não sejam expostas a conteúdos inapropriados ou voltados para outra faixa etária, o que fará com que percam o interesse pelas atividades.

Anna Lívia Soares observa que o uso da tecnologia varia muito, pois depende da dinâmica familiar. “Há pais que são taxativos: as crianças não devem ter contato com monitores, não devem assistir a filmes ou desenhos, porque isso é definitivamente prejudicial. Essa corrente tem de ser respeitada, e cada família deve fazer o que acha melhor para seus filhos. Contudo, há outros pais que consideram inevitável a introdução de aparelhos eletrônicos na rotina das crianças”, relata.

O mais importante é respeitar a faixa etária e não expor crianças com menos de 18 meses de idade às mídias eletrônicas e digitais, além de impor limites de uso, se pode ou não fazer uso diário e a duração desse uso. “Crianças superexpostas a mídias digitais acabam sendo prejudicadas em vários aspectos”, alerta a psicóloga.

Os pais também precisam saber que o problema não é o uso em si,  mas a forma como ele é feito. É preciso supervisionar e observar se o dispositivo está servindo como forma de transferência da responsabilidade da educação pelos próprios pais ou ainda substituindo a possibilidade de contato com outras crianças, fundamental para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras.  “É fundamental orientar e supervisionar crianças e adolescentes para usar a internet ou celular de forma consciente e segura. Não podemos, nem devemos negar ou proibir a tecnologia. Ela faz parte da nossa realidade e surgiu como forma de otimizar o tempo e nutrir as relações humanas. Mas lembrando: a tecnologia ajuda no desenvolvimento infantil, mas não educa a criança”, conclui.