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3 de fevereiro de 2017

Municípios atingidos pela febre amarela receberão R$ 40 milhões do governo federal

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou ontem que 90% da população da área de risco de febre amarela já foi vacinada em Minas Gerais, estado onde foram registrados mais casos da doença. Ao todo, 8,2 milhões de doses extras foram distribuídas na região e em áreas vizinhas — o Oeste do Espírito Santo, o Sul da Bahia e outras áreas de Rio de Janeiro e São Paulo. Cerca de R$ 40 milhões serão destinados para 256 prefeituras para ressarcimento dos custos extras exigidos no combate à doença. No entanto, a enfermidade é vista como uma nova preocupação para a origem de epidemias nos próximos meses.
— As prefeituras tomaram as providências e o resultado desse esforço extraordinário foi uma cobertura de cerca de 90% nos municípios de Minas Gerais. Isso reduz, de forma significativa, o risco de transmissão da febre amarela — elogiou Barros. — Esse reforço nos recursos aos municípios é um reconhecimento dessas ações, já que, por causa da ocorrência de casos da doença, muitas pessoas que não buscariam os serviços de saúde acabaram procurando essas unidades.
Os municípios, segundo Barros, tiveram despesas com a implementação de leitos, instalação de equipamentos de hemodiálise e unidades de tratamento intensivo, entre outros programas. Também precisaram organizar mutirões para vacinação da população da zona rural. Segundo o mapeamento do Ministério da Saúde, a grande maioria das ocorrências da enfermidade foram registradas em homens que trabalham no campo, na faixa etária dos 31 aos 60 anos de idade.
O governo federal ainda investiga 667 casos notificados de febre amarela. Técnicos do Ministério da Saúde também dedicam-se ao monitoramento dos macacos — hospedeiros do tipo selvagem do vírus da doença — nas zonas de maior incidência.
Mesmo com o aumento da vacinação, o Aedes aegypti ainda está no radar do ministério. Um boletim divulgado ontem pela pasta ressaltou que 2,1 milhões de pessoas foram infectadas por dengue, chicungunha e zika, enfermidades cujo vetor é o mosquito.
— Essas doenças sempre acontecem no verão, com o calor e a chuva. É natural que haja um aumento de incidência. Um surto de febre amarela é um ingrediente novo — admitiu o ministro. — Nossa expectativa é que (as ocorrências de) dengue e zika estabilizem e a chicungunha aumente: foram 35 mil casos em 2015, 250 mil em 2016.