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19 de dezembro de 2016

Principais nomes que deverão disputar eleições de 2018 são citados em delações da Lava Jato

Os principais possíveis candidatos à disputa pelo Palácio do Planalto em 2018 apareceram em propostas de delação premiada de empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Aécio Neves (PSDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o chanceler José Serra (PSDB) e o presidente Michel Temer (PMDB) foram citados na colaboração de executivos da Odebrecht. Já Marina Silva (Rede) apareceu na proposta de delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que acabou sendo suspensa.
Líder nas simulações de primeiro turno de pesquisa Datafolha divulgada em dezembro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o único réu entre os possíveis candidatos. Ele é alvo de cinco processos, três no âmbito da Lava Jato, e também nas operações Zelotes e Janus.
Na primeira, o petista é acusado de tentar obstruir as investigações, e teria participado de trama para comprar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Além disso, também é réu em ação sob acusação de lavagem de dinheiro no caso do tríplex que teria no Guarujá e em processo que o acusa de corrupção passiva em esquema envolvendo a Odebrecht.
A empresa teria sido usada para a compra de terreno para o Instituto Lula e de apartamento em São Bernardo.
O ex-presidente é réu ainda em ação da Janus. Ele teria participado de esquema envolvendo obras da empreiteira em Angola e a empresa de Taiguara Rodrigues, parente do petista. Na Zelotes, Lula se tornou réu na sexta (16), sob acusação de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Lula nega as acusações e diz ser perseguido pela Justiça.
Terceiro colocado na pesquisa, com variação entre 11% e 7%, a depender do cenário, Aécio Neves, senador e presidente do PSDB, é apontado como sendo o “mineirinho” das planilhas que listam o recebimento de propinas da Odebrecht. Ele teria ganhado R$ 15 milhões.
O mineiro também é investigado sob suspeita de integrar esquema de corrupção em Furnas, subsidiária da Eletrobras, e de maquiar dados do Banco Rural, em 2005, para esconder o chamado “mensalão mineiro”.
Como Marina Silva, que, segundo Léo Pinheiro, teria recebido em 2010 caixa dois para sua campanha ao Planalto, Aécio é ainda citado na proposta de colaboração da OAS.
O tucano disputa a vaga de candidato do PSDB com o chanceler José Serra, outro citado na “delação do fim do mundo” como tendo recebido R$ 23 milhões de caixa dois em 2010, e com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Alckmin é apontado como sendo o “santo” das planilhas de propina da empreiteira. Um delator também aponta o recebimento de caixa dois em 2010 e 2014. O governador diz serem conclusões prematuras, baseadas em informações de delação não homologada.
Já o presidente Michel Temer (PMDB), com apenas 4% no Datafolha, foi citado 43 vezes na colaboração de executivo da Odebrecht. Ele teria pedido dinheiro ilícito para seu partido em 2010 e 2014, acusação que nega.